CEOPS
Projetos em Andamento

1. Modernização da Rede de Monitoramento do rio Itajaí

Financiamento: SDS- Secretaria do Desenvolvimento Economico e Sustentável

O projeto destina-se à complementação e modernização da rede de monitoramento hidrológico, ou seja, estações telemétricas com novo sistema (satélite de alta órbita), visando à aquisição de um maior número de informações, em tempo atual, para o monitoramento hidrometeorológico da bacia. Isto permitirá a coleta de dados de níveis e chuva automaticamente através de uma rede telemétrica, mais completa, mais versátil e mais confiável.

Entretanto, a modernização da Rede não conseguirá ser alcançada na sua plenitude sem a reformulação e atualização do Centro de Operações do Sistema de Alerta da Bacia do Itajaí (CEOPS), tanto do ponto de vista de equipamentos quanto de pessoal.

SITUAÇÃO: EM DESENVOLVIMENTO

 

2. Reestruturação do Centro de Operações do Sistema de Alerta de Cheias da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí em Santa Catarina

Financiamento: CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

O estudo proposto tem por objetivos a modernização do Sistema de Alerta de Cheias da bacia do rio Itajaí-Açu através de ações que visem a reestruturação das atividades e a disponibilização das informações geradas pelo CEOPS. Dentre os objetivos específicos destacam-se: 1) Criação de um banco de dados que integre as diversas fontes que diariamente são acessadas nas operações de rotina do CEOPS e também nas atividades de pesquisa desenvolvidas pelos seus pesquisadores; 2)Implementação de rotinas automáticas para gerar informações a partir dos prognósticos dos modelos numéricos do CPTEC, dados de satélite e dados das estações telemétricas; 3)Desenvolvimento de um ambiente que viabilize a integração das rotinas das análises produzidas internamente no CEOPS para agilizar o repasse das informações aos órgãos responsáveis pela tomada de decisão; 4)Disponibilização via Web do acesso às informações hidrometeorológicas produzidas pelo CEOPS; 5)Implantação de um modelo numérico baseado nas equações da água rasa para monitorar as anomalias de convecção no Oceano Pacífico Tropical e os seus possíveis impactos sobre a precipitação no Vale do Itajaí; 6) Implantação de um modelo hidrológico chuva-vazão para os municípios de Blumenau e Rio do Sul; 7)Implementação de uma rotina para manter o modelo hidrológico para Blumenau rodando em tempo atual utilizando a precipitação prognosticada pelo modelo ETA do CPTEC.

 SITUAÇÃO: EM ANDAMENTO

3. Sistema de Monitoramento Hidrometeorológico para o Município de Blumenau

Financiamento: FAPESC - Fundação de Apoio à Pesquisa Científica do Estado de SC

Inundações e deslizamentos são fenômenos naturais do ponto de vista das geociências e influenciados pelas características locais, como: a geologia, geomorfologia, meteorologia e antropogenia. Esses fenômenos podem acontecer em regiões naturais, trazendo alterações ambientais. Entretanto, também atingem locais ocupados pelos seres humanos, que historicamente vêem causando danos cada vez maiores, sendo tratados como desastres. Desse modo, os efeitos adversos no ciclo hidrológico serão maiores à medida que os usos do solo forem inadequados, sem um conveniente planejamento e gerenciamento das bacias hidrográficas. Particularmente, as bacias urbanas são as mais delicadas, pois, elas apresentam uma quantidade cada vez maior de superfícies impermeáveis, um maior adensamento das construções, a conseqüente conservação do calor e a inevitável poluição atmosférica, propiciando a aceleração dos escoamentos das águas das chuvas, o aumento das vazões e a redução do tempo de pico. O desconhecimento de variáveis importantes da hidrologia, como a chuva distribuída ao longo do tempo e as variações dos níveis em cada sub-bacia urbana ensejam em graves conseqüências ambientais, sociais e ao erário público, como o evento de novembro de 2008 com registro de 24 mortes, 6 desaparecimentos, 25.000 desalojados e 5.209 pessoas desabrigadas, totalizando danos da ordem de R$ 1.100.000.000,00 (Hum bilhão e cem milhões de reais). Visando prevenir os desastres ou minimizar os danos causados ao patrimônio público e privados, sugere-se a implantação de um sistema de monitoramento e alerta de eventos extremos associados a deslizamentos de solo, inundações bruscas (enxurradas) e vendavais no município de Blumenau. Este monitoramento servirá para dar suporte ao Sistema de Defesa Civil do município de Blumenau.

 SITUAÇÃO: EM ANDAMENTO

 

4. Estudo de Mudanças Climáticas na Região Sul do Brasil

O projeto é desenvolvido por uma rede cooperativa proposta pela FURB, com a participação das seguintes Universidades Federais UFSM, UFRGS, UFSC, UFPR; além das empresas EPAGRI, EMBRAPA - Trigo e IAPAR, com a interveniência técnica do INPE. Ele tem por objetivo a formação de uma rede cooperativa em pesquisa na área de agrometeorlogia e recursos hídricos visando incrementar o monitoramento hidrometeorológico com foco na evaporação e evapotranspiração, elaborar cenários de mudanças climáticas para a região sul do Brasil e estudar os impactos das mudanças climáticas no regime hidrológico através de modelos de simulação numérica. Envolve instituições universitárias e centros de pesquisas em hidrologia, meteorologia e agrometeorologia dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os objetivos específicos são: - Elaborar cenários climáticos regionalizados e agrícolas de culturas importante no Sul do Brasil - avaliar a evolução temporal da evaporação e da evapotranspiração em bacias agrícolas; - avaliar os regimes hídricos quantitativos e qualitativos em bacias hidrográficas com diferentes usos e ocupações do solo. - desenvolver um sistema de classificação da origem e tipo de vórtices ciclônicos.


5. Mapeamento e análise do uso do solo no vale do Itajaí utilizando a abordagem orientada a objeto

O monitoramento do uso do solo e da cobertura do mesmo exige recorrentes estudos através de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento. As técnicas orientadas ao objeto trazem novas perspectivas para tal. No Vale do Itajaí as últimas análises datam de 2000. Os estudos realizados pelo poder executivo estadual e pelo Atlas da Mata Atlântica tem se mostrado controversos. Este trabalho pretende atualizar as informações referentes ao uso do solo e à sua cobertura, bem como realizar análises sobre o mesmo no âmbito do Vale do Itajaí.